Oitenta médicos veterinários do instituto participam da capacitação, com oito palestrantes convidados que abordarão temas da suinocultura, bovinocultura e avicultura.

Com foco na prevenção e no preparo técnico, o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) iniciou, nesta segunda-feira (17.10), a 2ª Capacitação em Detecção Precoce e Resposta Rápida frente às Emergências Sanitárias. O curso é realizado no auditório da Superintendência Federal de Agricultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Várzea Grande, e segue até o dia 21 de outubro.

Oitenta médicos veterinários do instituto participam da capacitação, com oito palestrantes convidados que abordarão temas da suinocultura, bovinocultura e avicultura, como “Experiência da influenza aviária nos EUA”, “Atualização de peste suína clássica e seus diferenciais”, “Sistema de emergência e plano de contingência para enfrentar a febre aftosa”, entre outros.

Mato Grosso está há 20 anos livre de febre aftosa e é livre de outras doenças como influenza aviária e doença de Newcastle. Recentemente, o estado também conquistou o status de livre de peste suína clássica, mas para manter essa condição sanitária é necessário controlar a entrada de produtos e subprodutos de origem animal, realizar vigilância ativa, e dentre as inúmeras ações, é imprescindível que o serviço veterinário oficial esteja preparado para atender qualquer ocorrência.

De acordo com Cesar Orozco, do Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa, de rápida e fácil difusão em populações avícolas, e que causa grandes perdas econômicas ao setor. Orozco abordou o tema e apresentou um panorama das ações do país norte-americano no controle da influenza aviária.

“Em 2015, os Estados Unidos registraram 230 focos de influenza aviária, porém graças a uma ação rápida dos setores público e privado, foi possível erradicar em pouco tempo. O sucesso na ação foi essencial para um menor impacto econômico no setor”, disse Orozco. Ele pontuou também que a ausência de registros da influenza aviária no Brasil se deve às condições climáticas do país e ao controle do ingresso de produtos e subprodutos de origem animal. “Isso faz com que seja fácil prevenir a entrada de qualquer doença, e também porque são necessárias condições climáticas e ambientais para o vírus se propagar”.

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Pronta resposta às emergências

A capacitação tem o objetivo de atualizar conhecimentos, mensurar a capacidade de detecção e resposta rápida frente às emergências sanitárias e levantamento de pontos críticos no atendimento às notificações de suspeitas de ocorrências de doenças emergenciais, especialmente aos componentes do Grupo Especial de Atendimento a Suspeitas de Enfermidades Emergenciais (GEASE).

indea

Segundo o presidente do Indea, Guilherme Nolasco, a capacitação é direcionada ao preparo técnico dos servidores, para que estejam capacitados diante de qualquer emergência sanitária. “As palestras abordam todos os aspectos das doenças de maior importância zootécnica e interesse econômico, que atingem as cadeias da suinocultura, avicultura e bovinocultura. Esta capacitação para diagnóstico e interpretação dessas doenças é importante, pois temos veterinários em todo o estado de Mato Grosso que precisam estar atualizados e preparados para atendimentos emergenciais”.

O superintendente do Mapa, José Guaresqui, destacou a relação de parceria com o Indea para as capacitações e a manutenção do serviço veterinário oficial. “O convênio entre o Ministério da Agricultura e o Governo do Estado, por meio do Indea, foi fundamental para fazer essa interface junto às necessidades do estado, com o grande desafio que temos de manter a qualidade sanitária dos nossos produtos, garantindo a segurança alimentícia, e continuar produzindo mais em qualidade e quantidade”.

O encontro é realizado pelo Indea, em convênio com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e com apoio do Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa-MT), Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) e Sindicato dos Fiscais Estaduais de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado de Mato Grosso (Sinfa-MT).

Fonte: GCOM

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