Como, neste último janeiro, as condições (sanitárias, devido à pandemia, e, por decorrência dela, também as econômicas e sociais) foram absolutamente diferentes das registradas um ano atrás, quando o estado pandêmico ainda não havia sido reconhecido, é lógico concluir que o desempenho do frango vivo no mês foi totalmente diferente do observado em janeiro de 2020, certo?
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Ledo engano. Pois – pelo menos em relação ao frango vivo comercializado no interior paulista – o mercado apresentou, exatamente, o mesmo comportamento do primeiro mês do ano passado, inclusive no aspecto da estabilidade e da baixa de preço.
É verdade que, na média deste janeiro, registrou-se valorização anual de cerca de 35%, resultado que, se não compensou, ao menos minimizou o aumento de custos, em índice bem superior. No mais, porém, este último janeiro foi cópia fiel de janeiro de 2020.
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Rememorando, ao abrir o exercício no ano passado, o frango vivo permaneceu com a cotação inalterada na maior parte de janeiro e só no dia 27 sofreu baixa – de 10 centavos. Pois em 2021 isso se repetiu ipsis litteris. A diferença é que a baixa ocorreu um dia depois, 28.
A expectativa, agora, é a de que essa seja a única coincidência do semestre. Pois em 2020, depois de relativa estabilidade no primeiro trimestre, ocorreu – como efeito do, até então inédito, isolamento social imposto pela pandemia – profunda retração de preços no bimestre abril/maio, com início de recuperação somente em junho.
Aliás, a recuperação imediata é agora indispensável. Porque, sem sinais de retração nos custos de produção (ao contrário, a tendência é de que tenham ficado acima do que foi registrado em novembro e dezembro), o valor médio registrado em janeiro passado retrocedeu ao menor nível dos últimos três meses, ficando apenas 1 (um) centavo acima do registrado no último outubro.
De toda forma, é melhor não contar com resultados excepcionais. A sazonalidade das carnes mostra que no primeiro semestre de cada exercício seus preços têm evolução apenas moderada (as maiores altas ocorrem na segunda metade do período). Além disso, as condições vindouras do consumo e do consumidor permanecem, por ora, extremamente nebulosas.
Por Avisite
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