O sacrifício de suínos cresce dia após dia e há dúvidas sobre o tamanho do problema. A queda no rebanho chinês pode trazer um impacto negativo importante na demanda chinesa por soja em grão. Segundo o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país asiático, a China abateu 916 mil suínos após cerca de 100 focos de febre suína africana no país.
Na visão do CEO da VMX Agropecuária, Carlos Cesar Floriano, o cenário é preocupante. “A operação de exportação de farelo de soja pode ser muito afetada se o problema com a peste suína na China não for controlado”, afirma o representante.
A doença atingiu 24 províncias e regiões desde o primeiro surto em agosto, agitando o comércio no mercado mundial de carne suína e setores relacionados. A China abateu quase 700 milhões de porcos em 2017.
“Para tornar mais seguro o processo de produção e venda do farelo de soja, as empresas nacionais devem se estruturar para buscar interessados por esse produto em outros mercados, além da China, sob o risco de perderem toda sua produção por falta de mercado”, avalia Carlos Cesar Floriano.
Doença
Ainda pouco comentada pela mídia, a peste suína africana não agride os seres humanos, mas é mortal para os porcos e não existe vacina ou cura.
O efeito do surto de febre suína está transbordando para os mercados de ração animal. Os futuros de farelo de soja da China despencaram quase 3 por cento na segunda-feira, após um novo surto em uma grande fazenda de criação anunciada no sábado.
Queda
De acordo com informações da Agência Brasil, as exportações do Brasil para a China, principal mercado consumidor de produtos brasileiros, devem continuar crescendo neste ano, mas em ritmo menor do que o registrado em 2018. A avaliação é do Informe do Índice de Comércio Exterior (Icomex) da Fundação Getulio Vargas (FGV).
O estudo afirma que a guerra comercial dos Estados Unidos (EUA) e da China beneficiou bastante o comércio brasileiro com os chineses, em especial no caso da soja. Em 2018, as vendas do produto agrícola para o país asiático cresceram 35%, e a China passou a ser o destino de 82% do total das vendas de soja do Brasil.
No entanto, a China deve voltar a comprar soja dos Estados Unidos, operação que estava suspensa devido aos conflitos comerciais entre os dois países. Isso deve prejudicar o produto brasileiro, que já deve registrar menor colheita do produto neste ano.
Outro produto que deve sofrer em 2019 é a carne de frango. Segundo a FGV, a China estabeleceu uma taxa sobre as importações oriundas do Brasil. “A China continuará como o principal mercado para o Brasil, porém o valor exportado deve crescer, mas menos do que em 2018”, diz o informe da FGV.
De acordo com a FGV, em janeiro deste ano, o saldo da balança comercial com a China ficou positivo em US$ 2,2 bilhões. Em volume, as exportações cresceram 14,6% e as importações, 11,2%. Em valor, os crescimentos foram de 9,1% e 15,4%, respectivamente.
Em janeiro deste ano, a China liderou entre os destinos das exportações brasileiras, com um aumento da participação em relação a janeiro de 2018, de 18,3% para 20,9% da fatia do mercado. Já a Argentina perdeu participação, ao cair de 7,1% para 3,7%, indo para a quinta posição na lista dos principais mercados de destino das vendas brasileiras para o exterior.
Website: https://www.facebook.com/vmxagro/
De acordo com o IPTL, combustíveis seguiram sendo negociados a R$ 4,51 e R$ 6,49,…
Após meses de valorização intensa, os preços do café registraram um movimento de retração em…
Foram 47 dias de precipitações no período contabilizados na estação do INMET na capital O…
Mercado do milho recua 5,03% na semana e segue pressionado por fatores internos e externos…
A Associação Rede ILPF e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa)…
Evento visa o fortalecimento da cadeia produtiva de origem familiar e o reconhecimento do trabalho…
This website uses cookies.