Como já vinha sendo esperado pelos traders, o governo norte-americano impôs mais US$ 200 bilhões em tarifas sobre produtos chineses, intensificando uma guerra comercial que já se estende desde maio e o mercado internacional da soja segue sentindo os efeitos. 

No pregão desta terça-feira (18) na Bolsa de Chicago, as cotações recuavam, por volta de 7h50 (horário de Brasília), entre 3,50 e 3,75 pontos, com o novembro/18 valendo US$ 8,19 por bushel. O março/19, referência para a safra do Brasil, tinha US$ 8,47. 

As baixas só não são mais intensas, como explicam analistas e consultores, porque o mercado já vinha esperando por mais esta medida do presidente Donald Trump. O importante, por outro lado, será acompanhar o desenvolvimento dos negócios ao longo dos próximos dias. 

“Veremos se o maior volume de negócios durante o dia será dominado pelo pessimismo que pode provocar uma pressão vendedora ainda maior”, explica Steve Cachia, diretor da Cerealpar.

Os preços da soja são pressionados também pelo bom início da colheita no Corn Belt, que já apresenta um ritmo recorde. De acordo com números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem, 6% da área cultivada já foi colhida. 

No ano passado eram 4% e a média dos últimos cinco anos é de 3%. O índice fica bem acima das expectativas do mercado que variavam de 2% a 3% para esta semana.

O reporte mostra ainda que 67% das lavouras dos EUA estavam em boas ou excelentes condições, contra 68% da semana anterior. 23% dos campos se apresentavam em situação regular e 10% em condições ruins ou muito ruins.


Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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