O mercado da soja intensificou as baixas na Bolsa de Chicago no pregão desta terça-feira (28) e, por volta de 13h10 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam mais de 10 pontos entre os principais vencimentos. O contrato novembro/18, referência para os preços neste momento, tinha US$ 8,36 por bushel

 

As cotações continuam a sentir a pressão das estimativas de uma grande safra se concluindo nos Estados Unidos, bem como a falta de acordo entre chineses e americanos sobre a disputa tarifária, com a guerra comercial ainda em andamento.

“A baixa reflete, basicamente, uma melhora nas condições das lavouras de soja no Centro-Oeste americano. Como a gente vem falando, qualquer notícia de demanda nova ou boas exportações americanas só servem para estancar as perdas, como aconteceu nesta segunda-feira”,explica Steve Cachia, diretor da Cerealpar. “Na véspera do início da colheita da maior safra de soja dos EUA, o mercado voltou a ficar preso em um sentimento desesperadamente negativo ao ponto que só algum avanço sério nas negociações sobre a guerra comercial EUA/China teria o poder de reverter o atual cenário”, completa.

Em tour pelo Meio-Oeste americano, a equipe da Labhoro Corretora e do Notícias Agrícolas já cruzou o estado de Illinois onde pôde registrar “lavouras excepcionais de soja”, como relatou o líder Ginaldo Sousa, diretor da Labhoro. No link abaixo, veja mais informações no boletim direto do Corn Belt:

Ao mesmo tempo, porém, a pressão do dólar também é sentida pelos futuros da commodity negociados em Chicago, como explicam analistas e consultores de mercado. A moeda americana sobe, novamente, mais de 1% frente à brasileira, o que deixa a soja do Brasil mais competitiva e atrativa para os importadores, principalmente chineses.

No início da tarde desta terça, a divisa subia 1,09% para R$ 4,12, após tocar nos R$ 4,15 ao longo da sessão.

“Se o cenário externo não estivesse favorável, o dólar aqui estaria ainda mais pressionado. Há muita coisa pela frente”, avaliou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva à agência de notícias Reuters, referindo-se às eleições.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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