Segue a pressão sobre o mercado internacional da soja. A guerra comercial entre China e Estados Unidos ganha um tom cada vez mais tenso e, embora ainda no campo da especulação para boa parte das ações de ambos os países, mantém o mercado financeiro em alerta e os investidores mais cautelosos, buscando por ativos mais seguros do que commodities agrícolas

 

Dessa forma, os fundos seguem se desfazendo de suas posições entre os futuros da soja e, nesta quinta-feira (21), os preços voltam a recuar. Por volta de 8h05 (horário de Brasília), as baixas variavam entre 3 e 3,25 pontos, com o julho/18 – que ainda é o contrato mais negociado – sendo cotado a US$ 8,86 por bushel. Mais cedo, as baixas passavam de 8 pontos.

“O mercado de grãos está esperando por mais notícias sobre os próximos passos das duas maiores economias do mundo nessa guerra comercial. Os poderes de ambas serão suficientes para resolver os desencontros antes destas tarifas terem valor efetivo?”, se questionam os analistas da consultoria internacional Allendale, inc.

Ademais, segue o desenvolvimento da safra 2018/19 dos Estados Unidos. As condições atuais de clima são bastante favoráveis para as lavouras até este momento e, nas previsões, ainda não são notadas ameaças que poderiam tirar o potencial das plantações.

“Precipitações eminentes são es- peradas para todo o Cinturão Agrícola num raio de 30-60mm acumula- dos nestes próximos 5 dias. As regiões que recebem a maior quantidade pluviométrica são também aquelas que traziam alguma preocupação com o potencial de permanência de uma estiagem. Agora, a umidade do solo do centro do Cinturão se recupera, invalidando qualquer efeito negativo das temperaturas elevadas dos últimos dias”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul (ARC).

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Nesta quinta-feira também, o mercado e seus participantes se atentam aos novos números de vendas semanais que serão divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). As expectativas dos traders para a soja variam de 300 mil a 600 mil toneladas para a safra velha e de 100 mil a 400 mil para a safra nova.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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