Este foi um dos resultados do 5ª encontro do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), que aconteceu em Florianópolis (SC) nesta sexta-feira e sábado (18 e 19). Foram firmados acordos também nas áreas de infraestrutura e meio ambiente.
“Esses acordos de cooperação são alguns dos resultados concretos dos encontros do Cosud. As boas iniciativas precisam ser replicadas entre os Estados, gerando benefícios diretos para o cidadão”, disse o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés.
Na área da Agricultura, a intenção é fortalecer as ações de defesa sanitária animal e vegetal nos estados integrantes do Cosud, compartilhando informações técnicas e aprimorando os serviços prestados. Os pontos que terão prioridade nesse primeiro momento serão defesa agropecuária, regulamentação da fiscalização e inspeção de produtos de origem animal e vegetal, pesquisa, inovação, assistência técnica, extensão rural, abastecimento e segurança alimentar, crédito rural e fundiário e regularização fundiária.
“Cada estado tem sua realidade e suas peculiaridades, porém há um elo entre todos nós que é a manutenção da saúde dos nossos rebanhos e lavouras. É importante que saibamos de que forma cada estado implementa a defesa agropecuária, número de barreiras, pontos fortes e fracos. Isso nos fortalece e traz mais eficiência para as ações de defesa e desenvolvimento rural, além de dar mais segurança para os produtores”, ressalta o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Ricardo de Gouvêa.
Uma das grandes preocupações dos secretários da Agricultura e representantes dos órgãos de defesa agropecuária são os focos de peste suína clássica no Ceará, Piauí e Alagoas. Lembrando que todos os estados do Cosud são considerados área livre da doença.
O Grupo de Trabalho da Agricultura decidiu encaminhar um pedido de informações para que o Governo Federal apresente quais as medidas de contenção dos focos de peste suína clássica e proteção das áreas livres.
O crescimento acelerado dos focos de peste suína africana em países da África, Ásia e Europa também traz um alerta para os estados do Sul e Sudeste. A PSA já causou a morte de mais de 6,2 milhões de animais no continente asiático. Para evitar a entrada da doença no Brasil, os secretários solicitam o reforço nas ações de vigilância agropecuária em portos e aeroportos.
“Queremos elaborar um documento solicitando melhorias nas ações de vigilância sanitária do Ministério da Agricultura e que essas melhorias constem nos editais de concessão dos portos e aeroportos”, afirma o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Covatti Filho.
A secretária da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Ana Maria Valentini, sugere ainda que o Ministério crie uma Força Nacional Sanitária, um grupo especializado para atuar em emergências sanitárias.
Os secretários de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro trataram ainda da adoção de tecnologias para melhorar os serviços de defesa agropecuária, principalmente nas barreiras sanitárias.
O Grupo de Trabalho fez um levantamento da realidade de cada estado, com o número de profissionais em cada área, condições das barreiras sanitárias e sistemas de dados dos produtores e rebanhos.
Além dos questionamentos a serem enviados ao Ministério da Agricultura, os secretários da Agricultura criaram grupos técnicos para discutir as diretrizes sobre as barreiras sanitária, sustentabilidade e para tratar dos produtos artesanais.
O Cosud foi criado em março deste ano, durante encontro dos governadores em Minas Gerais. O objetivo é integrar esforços em áreas de interesse comum dos sete estados. As edições anteriores ocorreram em Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Gramado (RS) e Vitória (ES).
O evento é realizado pelo Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), com apoio do Governo de Santa Catarina, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), e Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás).
Por Ana Ceron/ Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina
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