Simultânea ao fraco desempenho do frango vivo, a chegada da Quaresma marca nova reversão da curva. Mas até o início de fevereiro, o ovo vinha numa contínua queda de preço em relação ao frango, como mostra o gráfico abaixo

No gráfico, o preço pago ao produtor, na granja, por 1 kg de ovo (volume correspondente, aproximadamente, a 16 unidades do tipo branco extra) foi contraposto ao preço pago por idêntico volume de frango vivo.

Por esse parâmetro é possível constatar que nos primeiros 17 anos deste século (2001 a 2017), o preço do ovo correspondeu a pouco mais de 95% do preço do frango vivo. E o resultado atual (levantado a partir de uma base trimestral móvel) não difere muito dessa média, pois chega a 97%.

Mesmo assim esse continua sendo o segundo menor índice dos últimos 12 meses. E permanece sensivelmente aquém do que foi registrado em meados do ano passado quando, ainda pela média trimestral móvel, o ovo chegou a ser negociado por valor 44% superior ao do frango vivo.

Notar, de toda forma, que o comportamento atual é muito similar ao observado pouco mais de um ano atrás, entre dezembro/16 e janeiro/17. Pois, então, o quilograma de ovo também alcançou, na média, valor em torno de 95% do preço do quilograma do frango.

Em outras palavras, a relação de preços permanece a mesma. O que mudou foram os valores pagos que, infelizmente, retrocederam. Ou seja: neste ano, tanto o produtor do frango como o produtor do ovo recebe, nominalmente, 10% menos do que há um ano.

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