Frustrou-se, pelo menos no momento, a expectativa de que o ovo começasse, na virada da quinzena, a apresentar o mesmo comportamento de um ano atrás

Essa possibilidade ainda era vislumbrada na segunda-feira passada, 15. Pois então, pelo segundo dia consecutivo de negócios, o ovo obteve nova alta, o que lhe assegurou ajuste de R$10,00/caixa em menos de uma semana e a reposição das perdas enfrentadas desde o início do ano. Ou – considerado o ovo branco extra – a terceira semana de janeiro foi aberta com um valor (R$57,00/caixa, na média) superior, até, ao do encerramento de 2017 (R$56,00/caixa em 30 de dezembro, último dia de negócios do ano que passou).

Mas já no dia seguinte, 16, abertura da segunda quinzena, o setor voltou a se deparar com a realidade de sempre. Pois a despeito de a oferta estar mais bem ajustada ao mercado, os desafios típicos de todo início de ano mostraram-se mais fortes e, desta vez, vêm sendo agravados pelas elevadas temperaturas do verão brasileiro, fator que encurta a vida útil do ovo e reduz sua qualidade.

De toda forma, a cotação obtida no início da semana se manteve por todo o período, o que não impediu que os primeiros 20 dias do ano fossem encerrados com preços negativos em relação ao mesmo período de 2017, desempenho que não foi registrado nos dois anos anteriores.

Como, daqui para o final do mês, o consumo deve sofrer desaceleração cada vez maior, fica difícil, até, preservar a atual estabilidade de preço. Por ora, aliás, o preço médio de janeiro se encontra 15% abaixo da média registrada no primeiro mês de 2017. Mas esse índice ainda tende a aumentar.

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Fonte: Avisite

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