Opinião

O agronegócio começou a respirar uma produção biológica

A agricultura já respira uma produção biológica. Em um futuro próximo, a adubação mineral não será mais como conhecemos e estudamos na academia.

Sabemos que os reservas minerais estão escassos, estas que são imprescindíveis para produção de alimentos e proteína no mundo. Pois é inegável o avanço da tecnologia dos produtos biológicos seja em âmbito da nutrição vegetal e na proteção das plantas.

Já não é novidade que eficiência dos ativos biológicos seja no campo da medicina e agora se evidenciando no campo agrícola, o desenvolvimento da metagenômica ferramenta na qual é possível mensurar quantos e quais microorganismos habitam e atuam diretamente no habitat e quais as funcionalidades exercidas por estes no solo.

Também visualizo a produção orgânica como uma alternativa altamente rentável ao produtor e empresário, mas distante da inclusão social devido a necessidade de escala e intelectualidade do produtor. No entanto o agronegócio brasileiro vem respirando uma produção biológica que dentro em breve haverá um instrumento para garantir a qualidade da produção, mas principalmente assegurar ao país diferencial competitivo por meio da aplicação e uso de uma nutrição e proteção biológica.

Outra importante oportunidade para as empresas de insumos são os chamados de bioinsumos tecnologias capazes de promover, estimular e aumentar a produção agrícola por meio de extratos, ativos biológicos e minerais que se agregado as propriedades biológicas e bioquímicas viabilizem a eficiência dos bioinsumos no campo produtivo.

Natural afirmar que é inapropriado mensurar a eficiência da produção biológica com as ferramentas da avaliação química por isso acredito no avanço das bioanálises para que de forma integrada possamos assegurar ao produtor produtividade, rentabilidade, competitividade e principalmente outras ferramentas para concessão de crédito no qual não seja necessário o uso de bens. Mas sim apenas garantia real que é o solo devidamente compreendido e avaliado.

Por: Marcos A.M.Ary – Engenheiro agrônomo pela UFRRJ, especialista em manejo de solos pela ESALQ/USP, executivo da Revista Orgânicos, sócio da Plataforma Orgânica e responsável técnico do CDT – Centro de Difusão de Tecnologia Agroecológica e Produção Orgânica.

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