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No verão, aumentam os casos de estresse térmico, que comprometem a produção de leite

A chegada do verão e aumento da temperatura ambiente geram grandes desafios para as fazendas leiteiras, uma vez que o calor intenso proporciona condições adversas a determinadas raças especialistas, como o Holandês, provocando respostas fisiológicas e causando o chamado estresse térmico, o que, consequentemente, prejudica a produção leiteira

A chegada do verão e aumento da temperatura ambiente geram grandes desafios para as fazendas leiteiras, uma vez que o calor intenso proporciona condições adversas a determinadas raças especialistas, como o Holandês, provocando respostas fisiológicas e causando o chamado estresse térmico, o que, consequentemente, prejudica a produção leiteira

De acordo com o zootecnista Gabriel Silva, da Auster Nutrição Animal, vacas lactantes costumam produzir grande quantidade de calor e acumulam temperatura adicional vinda do ambiente. Assim, para fêmeas Holandesas ou Jersey em produção temperaturas entre os 5°C e 15°C são ideais e confortáveis. Já ambientes com temperaturas acima de 25°C e com umidade maior podem iniciar o processo de estresse térmico e dificultar a dissipação do calor corporal. Importante destacar que algumas raças, como Gir Leiteiro e Girolando suportam melhor o clima quente.

Gabriel Silva explica que os efeitos do estresse térmico não tardam a aparecer, podendo se iniciar entre 24h e 48h e já afetar a produção de leite. “As altas temperaturas ativam o sistema termorregulador do animal, gerando maior demanda energética para mantença e disponibilizando menos energia e nutrientes para produção de leite”, diz. O estresse térmico causa, ainda, desbalanço no sistema endócrino, com alteração dos níveis de produção de hormônios, como a prolactina e a oxitocina, responsáveis pela produção e liberação do leite. Além disso, pode favorecer a incidência da acidose devido à menor taxa de ruminação e modificações metabólicas sanguíneas e aumentar a persistência do balanço energético negativo, agravado pela diminuição do consumo de alimentos. Há também crescimento dos casos de laminite e de problemas de casco, especialmente se as fêmeas passarem por períodos constantes de estresse térmico.

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Entre as reações sintomáticas dos animais, destacam-se queda do consumo de matéria seca, alimentos e água, aumento da frequência respiratória e respiração ofegante, além de alterações comportamentais, como deitar menos nas camas e em pé com maior frequência, vacas ruminando pouco, mais próximas a ventiladores e com menor movimentação e, em casos de animais a pasto, permanência em pé debaixo de sombras de árvores. “A eficiência reprodutiva desses animais também pode ser comprometida em até 30%, com alterações na regulação hormonal, duração e intensidade do cio”, explica o zootecnista da Auster.

Para que os animais tolerem da melhor maneira possível os períodos de calor intenso, Gabriel Silva recomenda a utilização de sistemas de resfriamento, ventilação nas baias, camas, linha de cocho, e na ordenha; para vacas a pasto, a recomendação é de oferecer sombra natural com plantio de árvores e sistemas de integração com floresta, além da utilização de sombrites artificiais. Em sistemas de confinamento tipo Compost Barn, é essencial um bom manejo e escarificação da cama na profundidade correta ao menos duas vezes ao dia. Estratégias nutricionais como a oferta de dieta fresca e equilibrada com níveis adequados de nutrientes, gordura vegetal para adensamento da energia na dieta de vacas de alta produção, além de oferta da dieta em horários mais frescos, incluindo fácil acesso à água, são práticas necessárias para atender as necessidades fisiológicas das vacas e assim minimizar os impactos do calor.

Para garantir melhor eficiência energética e diminuir os efeitos do estresse térmico em vacas leiteiras, a Auster conta com linhas completas e especializadas para garantir a nutrição adequada das fêmeas, como a linha PRIUS, com gordura de terceira geração, produzida por meio da perolizarão de óleo de soja, utilizada para adensar a energia da dieta, não possuindo efeitos negativos no consumo de matéria seca e produção de sólidos.

A Númia conta com Numia RPC Desafio Completo e Numia RPC Completo, com exclusiva inclusão de gordura vegetal perolizada, minerais orgânicos, níveis otimizados de vitaminas e complexo melhorador de ambiente ruminal; Numia VL Milk Tamponante, núcleo alcalinizante indicado para alimentação de bovinos leiteiros em fase de lactação, com tecnologia exclusiva de tamponamento de dietas de vacas leiteiras; e Numia VL Pré-Parto, núcleo para confecção de rações destinadas a bovinos leiteiros em fase de pré-parto, que possui diferença cátion-aniônica negativa e gordura vegetal perolizada. Este produto não interfere negativamente no consumo de matéria seca, visando maximizar a saúde das vacas, auxiliando na adaptação das mudanças metabólicas e as preparando para os desafios da lactação.

A Auster Nutrição Animal conta, ainda, com o exclusivo Programa de Gerenciamento 360°, que auxilia o produtor a monitorar o seu rebanho, definir estratégias de alimentação e manejo, analisando também nutrição, ambiente, sanidade e fertilidade.

AGRONEWS BRASIL – Informação para quem produz

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