Falta de consenso sobre preços e qualidade dos lotes trava a comercialização da pluma, enquanto produtores priorizam contratos e acompanham o desenvolvimento das lavouras, mantendo o mercado operando de forma lateralizada
O mercado do algodão em pluma atravessa um momento de lentidão nas negociações no segmento spot, reflexo direto de um impasse entre compradores e vendedores. A comercialização perdeu força nos últimos dias diante da falta de consenso entre os agentes sobre os preços praticados e, em alguns casos, sobre a qualidade dos lotes ofertados. Com isso, as transações ocorrem de forma pontual, limitadas apenas às necessidades imediatas das indústrias.
Do lado da demanda, os compradores têm adotado uma postura cautelosa, evitando formar estoques diante de um cenário incerto. As aquisições acontecem somente quando há necessidade de reposição, o que contribui para o baixo volume de negócios registrados. Já os vendedores, atentos ao andamento das lavouras e à expectativa de uma boa safra, demonstram resistência em aceitar valores abaixo do que consideram justos. Muitos produtores, inclusive, mantêm o foco no cumprimento dos contratos a termo previamente firmados, o que também reduz a oferta disponível no mercado físico.
Esse equilíbrio delicado entre o baixo apetite comprador e a firmeza dos vendedores tem mantido os preços da pluma relativamente estáveis, oscilando dentro de uma faixa estreita de valores. As variações são pontuais e não estabelecem uma tendência clara, reforçando o cenário de compasso de espera. O setor aguarda definições sobre a evolução da safra e eventuais mudanças no comportamento da demanda, que possam destravar o mercado do algodão e retomar o ritmo das negociações nas próximas semanas.
Enquanto isso, o algodão brasileiro segue à mercê das incertezas do mercado, com agentes atentos a cada movimento para garantir rentabilidade e cumprir os compromissos assumidos. Clique aqui e acompanhe diariamente o mercado do agro.

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