Após concluída, resultados da pesquisa irão beneficiar projetos do setor

A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol) realizará em seis meses um mapeamento dos animais meio-sangue (nascidos de cruzamento industrial entre o Senepol e outras raças de corte) no País. A parceria é feita com a Scot Consultoria (Bebedouro/SP) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea, Esalq/USP, Piracicaba/SP).

De acordo com o presidente da ABCB Senepol, Pedro Crosara Gustin, as informações coletadas pela Scot e pelo Cepea serão utilizadas para planejar diversas ações de valorização da raça, em toda a cadeia produtiva, dentro do PMGS (Programa de Melhoramento Genético do Senepol), garantindo a certificação de ponta a ponta, ou seja, do pasto ao prato.

Um dos projetos beneficiados com a pesquisa será o sistema de certificação de criatórios “PMGS Approved”, selo de qualidade que está sendo implantado pela ABCB Senepol e que funcionará como um atestado ao mercado de que o criatório creditado adota práticas e condutas alinhadas com as atuais exigências do consumidor na produção de animais melhoradores.

Outro projeto que utilizará as informações do mapeamento será o “Senepol Quality Assurance”, selo de garantia para a carne produzida dentro do padrão de qualidade estabelecido pelo PMGS Approved. A proposta é desenvolver ações em conjunto com frigoríficos parceiros, para colocar no mercado uma carne certificada pelo Senepol Quality Assurance.

“Os dados coletados pela Scot Consultoria e pelo CEPEA ajudarão a aprimorar esses dois selos de qualidade de forma profissional e estruturada, certificando o processo produtivo de ponta a ponta”, finaliza o presidente da ABCB Senepol.

O levantamento ficará a cargo da Scot Consultoria, empresa especializada em coleta, análise e divulgação de informações de mercado para o campo. Já o Cepea ficará responsável por medir e quantificar o valor econômico que o meio-sangue Senepol imprime porteira adentro, comparando os resultados com outros levantamentos feitos em rebanhos comerciais pelo próprio centro de pesquisa.

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A raça vem sendo cada vez mais utilizada na pecuária comercial por proporcionar alto grau de heterose quando utilizada em cruzamentos com zebuínos, garantindo 30% a mais de ganhos econômicos em comparação a outros animais cruzados.

Importada há 17 anos dos Estados Unidos e das Ilhas Virgens (Saint Croix), a raça consegue manter um bom desempenho mesmo em regiões de clima quente e em sistemas a pasto, que é o cenário mais comum na pecuária comercial brasileira. Isso contribui para o uso de touro Senepol, tanto em monta natural quanto para repasse das fêmeas, em sistemas de cruzamento industrial.

Por Acrimat

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