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Investimentos em bioinsumos geram benefícios à agropecuária

O aumento da produtividade, aliado à redução de custos e ao desenvolvimento de sistemas de plantio baseados em recursos mais sustentáveis são alguns dos principais atrativos para o uso de bioinsumos, que vem crescendo a cada ano no Brasil

O aumento da produtividade, aliado à redução de custos e ao desenvolvimento de sistemas de plantio baseados em recursos mais sustentáveis são alguns dos principais atrativos para o uso de bioinsumos, que vem crescendo a cada ano no Brasil

Tanto na agricultura orgânica como na convencional, produtores buscam cada vez mais esse recurso para a nutrição de fertilizantes no solo ou no controle de pragas que atacam a lavoura.

Na Embrapa, são mais de 600 profissionais, situados em quase todas as 43 Unidades com pesquisa e dedicação ao controle biológico e ao desenvolvimento de inoculantes, responsáveis pela promoção do crescimento de plantas, como por exemplo, os fixadores de nitrogênio e fósforo nos cultivos.

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Ciente da crescente demanda por bioinsumos, a Empresa coordena uma linha de pesquisa reunindo diversos projetos no Portfólio Insumos Biológicos. O objetivo é ampliar a oferta de bioinsumos, cada vez mais, para a sociedade.

A Embrapa dispõe de diversos bancos de germoplasmas microbianos dedicados exclusivamente à preservação e caracterização de micro-organismos, agentes de controle biológico de pragas e promotores de crescimento de plantas. Isto significa um universo de mais de 10 mil linhagens de bactérias, fungos e vírus controladores de pragas e doenças de plantas e mais de 14 mil linhagens de micro-organismos fixadores de nutrientes e promotores de crescimento de plantas, mantidos em pelo menos sete unidades da empresa.

O número de defensivos biológicos registrados no Ministério da Agricultura tem avançado. Hoje, são 275 produtos, entre bioacaricidas, bioinsecitidas, biofungicidas e bioformicidas, e 321 inoculantes, um insumo biológico que contém micro-organismos com ação benéfica para o crescimento das plantas.

Para contribuir na valorização do potencial da biodiversidade brasileira e reduzir a dependência dos produtores rurais em relação aos insumos importados e ampliar a oferta de matéria-prima para o setor, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou, em maio de 2020, o Programa Nacional de Bioinsumos busca fortalecer o setor a consolidar o uso de biodefensivos no país, bem como, acelerar o desenvolvimento de normativas e a criação de novas empresas.

Impacto ambiental – Com as alterações climáticas e o impacto do crescimento populacional ao meio ambiente tem trazido, como efeito direto, maior conscientização da sociedade e buscar alternativas que amenizem estes impactos negativos ao meio ambiente.

Na produção de alimentos, por exemplo, as ações baseadas em controle biológico e o desenvolvimento de biofertilizantes naturais têm se tornado uma realidade eminente na pesquisa agropecuária. Em informações apresentadas pela Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio), só em 2019, foram aprovados pelo Mapa, cinquenta e dois produtos biológicos de controle que, somados aos outros produtos já registados, movimentou R$ 464,5 milhões; um crescimento de 77% em relação ao ano anterior.

A estimativa de crescimento anual dos produtos biológicos é de 25%, só no Brasil, superando a expectativa de 17% para o mercado global. Isto significa um incentivo para maiores investimentos no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, tendo nos produtos biológicos maior atenção para os próximos anos, em todo o planeta.

Entre as diversas ações realizadas pela Embrapa podemos destacar as pesquisas realizadas pela equipe técnica da Embrapa Arroz e Feijão e instituições parceiras, como a Universidade Federal de Goiás (UFG), que identificaram fungos e bactérias, denominados agentes biológicos promotores de crescimento, melhor eficiência às condições climáticas e indutores de resistência às principais doenças e pragas das culturas do arroz e do feijão.

Dois exemplos de indutores na lavoura de arroz e feijão são o Rhizobium tropic e o Azospirillum brasiliense; eles são bioinsumos (microrganismos vivos) já conhecidos no meio agrícola pela capacidade de fixação de nitrogênio. O primeiro no feijoeiro e na soja, o segundo em arroz, milho e trigo, sendo ambos já utilizados pelos produtores.

Para o diretor de Inovação do Mapa, Cleber Oliveira Soares, o programa de bioinsumos é um dos pilares da bioeconomia para promover o acesso, o desenvolvimento e o uso sustentável da rica diversidade biológica brasileira: “O Brasil é responsável por abrigar a maior biodiversidade do mundo e, dentro deste cenário, os bioinsumos contribuem para o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas, além de gerar renda, riqueza e qualidade de vida para os produtores inseridos nos diferentes elos das cadeias produtivas da agricultura”.

Para conhecimento e facilitar o acesso às informações sobre os produtos disponíveis no Programa Bioinsumos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) clique em: Catálogo Nacional de Bioinsumos.

Por Hélio Magalhães/ Embrapa

AGRONEWS BRASIL – Informação para quem produz

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