Embrapa

II Leiloshopping disponibiliza genética superior para pecuária de precisão

Setenta touros jovens, com média de 22 meses de idade, das raças Nelore, Brahman, Tabapuã e Guzerá, foram comercializados no II Leiloshopping promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Associação Goiana dos Criadores de Zebu (AGCZ), evento realizado dia 31 de agosto na sede da Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás (GO). Os reprodutores são provenientes de rebanhos do Brasil Central e participam de programas de melhoramento genético para o desenvolvimento da pecuária a pasto.

Os exemplares comercializados integram um grupo de animais que passou pelo Teste de Desempenho de Touros Jovens (TDTJ), entre junho de 2018 e maio de 2019 e que abrange avaliações do ganho de peso a pasto e do desempenho de características morfológicas, de crescimento, de fertilidade e de composição de carcaça, sendo suplementados com mineralização energética e proteica, de acordo com a categoria animal e época do ano.

O Teste de Desempenho de Touros Jovens (TDTJ) é realizado em áreas de integração lavoura e pecuária, conduzidas há 22 anos, e que reúnem sistemas de produção de culturas anuais, como soja, milho, sorgo, arroz e feijão, e pastagens renovadas ou recuperadas, com braquiárias e panicuns.

Além do TDTJ, os reprodutores de destaque pelos seus desempenhos foram submetidos ainda à prova de eficiência alimentar, entre junho e agosto de 2019, no Centro de Desempenho Animal do Núcleo Regional da Embrapa Cerrados. O local conta com moderna estrutura de avaliação, com cochos eletrônicos e pesagem; e medição de ganho de peso e do consumo individualizado de água e de alimentos pelos animais.

O coordenador do Centro de Desempenho Animal, pesquisador Cláudio Magnabosco, da Embrapa Cerrados, explicou como os estudos são realizados nesses ambientes. “Usamos o conceito de pecuária de precisão. Tudo é automatizado para monitorar variáveis, como consumo de capim, ração, água e pesagens para cada animal. Complementarmente, recorremos ao conhecimento em genômica. Cada touro jovem é genotipado e existem marcadores moleculares capazes de associar ao DNA de cada exemplar aquelas características que interessam ao pecuarista, como ganho em peso, rendimento e tempo de engorda. Com isso, alcançamos alto índice de precisão nas informações e estimativas para a seleção dos melhores reprodutores. É a plena aplicação da avaliação genômica com mais confiabilidade, realizada pela Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores, ANCP”, afirmou Magnabosco.

O objetivo final é identificar os touros jovens que mais ganhem peso e que tenham acabamento corporal de qualidade, mas que consumam a mesma quantidade ou até mesmo menos alimentos, quando comparados a outros grupos de animais contemporâneos.

“A gente parte inicialmente a cada ano de um total de mais de 1.500 pedigrees como candidatos a participar de nossas pesquisas. Apenas 148 foram elencados no último ano para integrar o Teste de Desempenho de Touros Jovens, que dura 294 dias de prova a pasto; e somente os exemplares classificados como superior e elite é que são levados para a avaliação de eficiência alimentar. Destes, os melhores 70 animais ranqueados é que foram a leilão”, disse Claudio Magnabosco. Todo esse trabalho permite fazer uma superseleção de reprodutores capazes de gerar filhos que melhor convertam alimento em quilos de carne.

No II Leiloshopping, os exemplares identificados e contratados por centrais de inseminação foram quatro touros jovens: 1.) Nome: Niquel do S. Meu, RDG: ASM 3334, Pai x Avô Materno: Sheik da Paulete x Funcionário de Navirai, Central: Genex; 2.) Nome: Genio da Hora, RDG: HORA 3061, Pai x Avô Materno: Truck da Alo Brasil x Bacana, Central: CRV LAGOA; 3.) Nome: Audacioso FIV OB, RGD: OBG D1849, Pai x Avô Materno: Armador x Meteoro OB, Central: Accelerated Genetics; 4.) Nome: Kairi FIV, RGD: WORK 166, Pai x Avô Materno: Armador x Kamaro da Paulete, Central: Accelerated Genetics.

A disponibilização de exemplares em centrais de inseminação é encarada como uma oportunidade para que produtores rurais tenham acesso a reprodutores certificados que permitam melhorar os rebanhos destinados à pecuária de corte. “Nas centrais de inseminação, você tem animais que vão trabalhar no Brasil inteiro e que democratizam o acesso à genética de qualidade, conforme sistemas de produção diferentes. Há touros jovens indicados para rebanhos de seleção Nelore PO e CEIP, nós temos animais para produtores de bezerros comerciais de ciclo completo, há, por exemplo, produtores de fêmeas, tudo vai depender do objetivo econômico de cada propriedade”, esclareceu Magnabosco.

O II Leiloshopping possui uma série de instituições públicas e privadas parceiras: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Fundo para o Desenvolvimento da Agropecuária do Estado de Goiás (Fundepec), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP), Aval Serviços Tecnológicos, CRV Lagoa, Agrosser, Associação Goiana do Tabapuã (AGT), Tupi Alimentos, iRancho, Pinauto e Sicoob.

 

Setenta touros jovens, com média de 22 meses de idade, das raças Nelore, Brahman, Tabapuã e Guzerá, foram comercializados no II Leiloshopping promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Associação Goiana dos Criadores de Zebu (AGCZ), evento realizado dia 31 de agosto na sede da Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás (GO). Os reprodutores são provenientes de rebanhos do Brasil Central e participam de programas de melhoramento genético para o desenvolvimento da pecuária a pasto.

Os exemplares comercializados integram um grupo de animais que passou pelo Teste de Desempenho de Touros Jovens (TDTJ), entre junho de 2018 e maio de 2019 e que abrange avaliações do ganho de peso a pasto e do desempenho de características morfológicas, de crescimento, de fertilidade e de composição de carcaça, sendo suplementados com mineralização energética e proteica, de acordo com a categoria animal e época do ano.

O Teste de Desempenho de Touros Jovens (TDTJ) é realizado em áreas de integração lavoura e pecuária, conduzidas há 22 anos, e que reúnem sistemas de produção de culturas anuais, como soja, milho, sorgo, arroz e feijão, e pastagens renovadas ou recuperadas, com braquiárias e panicuns.

Além do TDTJ, os reprodutores de destaque pelos seus desempenhos foram submetidos ainda à prova de eficiência alimentar, entre junho e agosto de 2019, no Centro de Desempenho Animal do Núcleo Regional da Embrapa Cerrados. O local conta com moderna estrutura de avaliação, com cochos eletrônicos e pesagem; e medição de ganho de peso e do consumo individualizado de água e de alimentos pelos animais.

O coordenador do Centro de Desempenho Animal, pesquisador Cláudio Magnabosco, da Embrapa Cerrados, explicou como os estudos são realizados nesses ambientes. “Usamos o conceito de pecuária de precisão. Tudo é automatizado para monitorar variáveis, como consumo de capim, ração, água e pesagens para cada animal. Complementarmente, recorremos ao conhecimento em genômica. Cada touro jovem é genotipado e existem marcadores moleculares capazes de associar ao DNA de cada exemplar aquelas características que interessam ao pecuarista, como ganho em peso, rendimento e tempo de engorda. Com isso, alcançamos alto índice de precisão nas informações e estimativas para a seleção dos melhores reprodutores. É a plena aplicação da avaliação genômica com mais confiabilidade, realizada pela Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores, ANCP”, afirmou Magnabosco.

O objetivo final é identificar os touros jovens que mais ganhem peso e que tenham acabamento corporal de qualidade, mas que consumam a mesma quantidade ou até mesmo menos alimentos, quando comparados a outros grupos de animais contemporâneos.

“A gente parte inicialmente a cada ano de um total de mais de 1.500 pedigrees como candidatos a participar de nossas pesquisas. Apenas 148 foram elencados no último ano para integrar o Teste de Desempenho de Touros Jovens, que dura 294 dias de prova a pasto; e somente os exemplares classificados como superior e elite é que são levados para a avaliação de eficiência alimentar. Destes, os melhores 70 animais ranqueados é que foram a leilão”, disse Claudio Magnabosco. Todo esse trabalho permite fazer uma superseleção de reprodutores capazes de gerar filhos que melhor convertam alimento em quilos de carne.

No II Leiloshopping, os exemplares identificados e contratados por centrais de inseminação foram quatro touros jovens: 1.) Nome: Niquel do S. Meu, RDG: ASM 3334, Pai x Avô Materno: Sheik da Paulete x Funcionário de Navirai, Central: Genex; 2.) Nome: Genio da Hora, RDG: HORA 3061, Pai x Avô Materno: Truck da Alo Brasil x Bacana, Central: CRV LAGOA; 3.) Nome: Audacioso FIV OB, RGD: OBG D1849, Pai x Avô Materno: Armador x Meteoro OB, Central: Accelerated Genetics; 4.) Nome: Kairi FIV, RGD: WORK 166, Pai x Avô Materno: Armador x Kamaro da Paulete, Central: Accelerated Genetics.

A disponibilização de exemplares em centrais de inseminação é encarada como uma oportunidade para que produtores rurais tenham acesso a reprodutores certificados que permitam melhorar os rebanhos destinados à pecuária de corte. “Nas centrais de inseminação, você tem animais que vão trabalhar no Brasil inteiro e que democratizam o acesso à genética de qualidade, conforme sistemas de produção diferentes. Há touros jovens indicados para rebanhos de seleção Nelore PO e CEIP, nós temos animais para produtores de bezerros comerciais de ciclo completo, há, por exemplo, produtores de fêmeas, tudo vai depender do objetivo econômico de cada propriedade”, esclareceu Magnabosco.

O II Leiloshopping possui uma série de instituições públicas e privadas parceiras: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Fundo para o Desenvolvimento da Agropecuária do Estado de Goiás (Fundepec), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP), Aval Serviços Tecnológicos, CRV Lagoa, Agrosser, Associação Goiana do Tabapuã (AGT), Tupi Alimentos, iRancho, Pinauto e Sicoob.

 

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