Faltando apenas dois meses para o encerramento do ano, o quinto lugar da pauta cambial permanece indefinido: carne de frango ou automóvel?

O fato é que depois de fechar setembro somando um número de pontos, isto é, uma receita cambial que a recolocava na mesma quinta posição de 2016, a carne de frango perdeu novamente o lugar, retornando ao sexto posto. Foi atropelada pelos automóveis – que no ano passado estavam na décima posição e neste ano, com um aumento de receita de quase 53%, está deixando para trás vários concorrentes.

Porém, a indefinição quanto ao ocupante final do quinto posto está relacionada à pequena diferença entre os automóveis e a carne de frango: menos de dois centésimos.

Mas não só isso, pois o dado relativo à carne de frango (reproduzido na tabela abaixo) é questionável. Pois, somando-se a receita cambial mensal divulgada pela SECEX/MDIC nos últimos dez meses chega-se a um resultado próximo dos US$5,473 bilhões, o que, se confirmado, mantém a carne de frango na quinta posição.

Notar, de toda forma, que no ranking com os 10 principais produtos exportados, a receita cambial da carne de frango apontada pela SECEX/MDIC está limitada ao produto in natura, não inclui os industrializados nem a carne salgada – itens que, nos nove primeiros meses do ano, produziram receita cambial de US$537 milhões. Quer dizer: o frango pode, efetivamente, ter atropelado os automóveis.

Fonte: Avisite

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