Ontem, 3, o frango vivo ofertado no interior paulista foi surpreendido por uma procura muito mais intensa que o disponível

Resultado: obteve ajuste de cinco centavos – aparentemente, apenas o primeiro do mês – sendo negociado por R$3,45/kg. Como em Minas Gerais a situação foi idêntica, os negócios locais também obtiveram ajuste de cinco centavos, com o que o novo preço permaneceu igual ao de São Paulo.

Para o frango paulista, a atual cotação – 15% superior à registrada 30 dias atrás – representa novo recorde nominal. Já para Minas Gerais – cujo incremento mensal é ligeiramente superior a 11% – o valor ora registrado apenas se iguala ao recorde atingido em agosto de 2016, ou seja, há quase três anos.

Porém, o que mais chama a atenção nas duas praças são as variações em relação aos preços praticados um ano atrás, na mesma data: quase 57% de aumento em São Paulo; mais de 64% em Minas Gerais.

Para tentar explicá-las, talvez não seja equivocado recorrer à terceira lei de Newton – a toda ação corresponde reação igual e contrária. Pois os valores atuais sinalizam, apenas, natural reação à baixa remuneração de um ano atrás, quando o frango enfrentou os menores preços e ocasionou um dos maiores prejuízo da presente década (vide gráfico abaixo). Desestimulado e descapitalizado, o setor não pode manter os investimentos. Do que resulta, hoje, uma oferta visivelmente inferior à procura.

Tal quadro, aliás, também se aplica ao frango abatido que, no momento, alcança, nominalmente, um dos melhores preços de todos os tempos. Como o período é de pagamento de salários e de alto consumo e, mais à frente, vem o feriado de Páscoa, pode-se contar com novas valorizações, tanto da ave viva como da abatida.

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Fonte: Avisite

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