Ontem, 7, o frango vivo negociado no interior paulista sofreu um rebaixamento de 10 centavos, sendo comercializado por R$3,00/kg, valor ainda superior (+11%) aos R$2,70/kg de um ano atrás, mas inferior aos R$3,10/kg vigentes nesta mesma época em 2015 e 2016

Inusitada – é o mínimo que pode ser dito acerca dessa baixa. Não pelo mercado – que há tempos vem se mostrando frágil, a ponto de a cotação até então vigente ter-se tornado apenas um referencial – mas pela época do mês – primeiro decêndio, período em que, normalmente, o mercado se revitaliza e as cotações se firmam.

A explicação para essa inesperada baixa – conforme a Jox Assessoria Agropecuária – é o repentino aumento da oferta de aves vivas observado desde o início da semana. Determinado, não pelos produtores independentes e, sim, pelas integrações, que passaram a colocar no mercado maior volume de frangos vivos.

Isso pode estar ligado, apenas, à estratégia visando à recuperação de preços do frango abatido. Mas pode, também, ser efeito do aumento da produção, ocorrência impossível de detectar através dos números da APINCO.

Em outras palavras, o frango que está sendo abatido no momento provém, ainda, dos pintos alojados em setembro. Mês em que, conforme a APINCO, o volume alojado internamente (perto de 488,2 milhões de cabeças) recuou mais de 7% em relação ao mês anterior, agosto.

Não se conhece, porém, a distribuição desse volume no decorrer de setembro. Pode ser, por exemplo, que ele foi proporcionalmente maior no final do mês – algo absolutamente normal, pois equivale a uma espécie de preparação para outubro quando, geralmente, se registra o recorde de produção de cada exercício.

Veja também  Frango tem o menor custo de produção em mais de 1 ano e meio

Sendo essa ou não a versão correta, o setor deve estar preparado para um período de novas baixas. Porque, a despeito da forte redução no preço, o mercado continua operando com valores inferiores ao de referência. E também porque a fase de firmeza do frango abatido (base de sustentação do frango vivo) dura não mais que uma semana.

Finalizando, vale citar que em Minas Gerais o mercado permanece firme e o preço continua inalterado em R$3,20/kg. Completou, ontem, 59 dias de vigência.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: