Operando com o preço estável há quase uma semana, ontem (13) o frango vivo negociado em Minas Gerais obteve novo ajuste, desta vez de cinco centavos. Foi comercializado por R$3,15/kg, valor 31% e 43% superior aos vigentes, respectivamente, há um mês e há um ano

O novo ajuste, às vésperas do final da primeira quinzena (quando a demanda começa a registrar redução) dá perfeita ideia dos níveis de disponibilidade de aves vivas, bastante restritos. Ou seja: o preço alcançado é reflexo, apenas, da imutável lei de oferta e procura.

Ainda assim, sempre haverá quem considere os reajustes excessivos. Para estes casos é bom lembrar que, apesar de tudo, o preço médio deste ano em Minas Gerais permanece mais de 8% aquém do registrado no mesmo período de 2017.

O mesmo raciocínio é aplicável ao frango vivo comercializado no interior paulista, onde a cotação do produto – após chegar a R$3,20/kg no último sábado, 9 – permaneceu inalterada nos últimos três dias: as altas, mensal e anual, chegam a 39% e 28%. Mas na média do ano o valor alcançado permanece 5% abaixo do que foi obtido no primeiro semestre de 2017.

A despeito da estabilidade, o frango vivo paulista continua operando em mercado firme e com oferta ainda aquém da demanda observada neste momento. Ou seja: poderia obter novos ajustes. Mas esbarra, na ponta final do processo, com o limitado poder aquisitivo do consumidor que, impedindo a valorização do frango abatido, obsta também os avanços da ave viva.

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