O Índice FAO de Preços dos Alimentos (FFPI, na sigla em inglês) retrocedeu em novembro passado aos 160,8 pontos (2002/2004 ‘= 100 pontos), resultado que significou queda de 1,3% sobre o mês anterior

 

Pior: além de se encontrar 8,5% abaixo do registrado um ano atrás, em novembro de 2017, esse é, também, o menor índice levantado pela FAO nos últimos 30 meses, ou seja, desde maio de 2016.

Praticamente similar ao FFPI, o Índice FAO para as carnes em novembro – 160 pontos – apresentou redução marginal em relação ao mês anterior (-0,2%), retrocedendo 7,4% sobre os 172,8 pontos de um ano atrás.

Justificando essa baixa, a FAO observa que os preços de aves e suínos continuaram em baixa, enquanto o de bovinos apresentou ligeira recuperação. As aves enfrentam fraca demanda, enquanto os suínos sofrem com o desequilíbrio entre oferta e procura devido às restrições decorrentes da peste suína africana. Já o preço da carne bovina encontra sustentação na demanda do mercado asiático.

Notar (gráfico abaixo) que em relação aos preços registrados dois anos atrás (novembro de 2016), o FFPI retrocedeu quase 6,5% e o Índice das Carnes 2%. Assim, entre os três itens analisados só os cereais (leia-se: matérias-primas) aumentaram. Quase 16%!

Não obstante a alta significativamente expressiva dos cereais, os três índices registram no momento praticamente a mesma paridade observada no período-base dos índices (2002-2004). Ou seja: encontram-se com preços entre 60% e 65% acima do que registraram nos primeiros anos deste século.

Fonte: Avisite

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