À primeira vista animadores, os dados da SECEX/MDIC relativos às exportações de carnes in natura nos oito primeiros dias úteis de maio (de um total de 21 dias úteis no mês) apenas deixam dúvidas. Porque, principalmente, em momento difícil para as exportações brasileiras de carnes, relatam uma receita cambial que, pela média diária, é 28% e 56% superior às registradas em, respectivamente, maio de 2017 e abril de 2018

O problema maior, tudo indica, está no preço médio da carne de frango que, pelos dados divulgados, atingiu nesses oito dias a média de US$2.890,60 por tonelada embarcada.

Independente de ser esse um valor 55% e 75% superior aos registrados em abril passado e em maio de 2017, corresponde, praticamente, a 99% do valor alcançado pela carne suína (US$2.914,50/t) e a 70% do valor da carne bovina (US$4.100 por tonelada). E, historicamente, o preço da carne de frango tem correspondido a, respectivamente, 50% e 70% dos preços da carne bovina e suína.

Confia-se, ao menos, que os primeiros resultados relativos ao volume embarcado estejam corretos. Neste caso o total projetado para a carne suína no mês poderá ficar em torno das 40 mil toneladas (34,7 mil/t em abril passado; 41,7 em maio de 2017), o de carne bovina em, aproximadamente, 77 mil toneladas (70,1 mil/t e 90,3 mil/t há um mês e há um ano) e o de carne de frango em 305 mil toneladas (235,7 mil/t em abril passado; 319 mil/t em maio/17).

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