Pelos primeiros dados divulgados pela SECEX/MDIC, a receita cambial das três principais carnes exportadas pelo País ficou em quase US$150 milhões na primeira semana de março, caindo para perto de US$93 milhões na segunda semana – resultados que, para o primeiro decêndio do mês, correspondem a uma média diária de quase US$107 milhões, valor 87% e 72% superior aos alcançados no mês anterior e no mesmo mês de 2018

Levando em conta o comportamento normal das exportações brasileiras de carnes no primeiro trimestre de cada exercício, é notória a existência de alguma distorção nesses dados (pela SECEX/MDIC, abrangendo apenas quatro dias úteis, pois os dois dias de Carnaval são desconsiderados). Mas qual distorção?

Quase com certeza, na primeira semana do mês (um dia útil, o primeiro de março) estão embutidas “sobras” não contabilizadas dos dois últimos dias de fevereiro. Assim, a receita média do período estaria reduzida a cerca de US$50 milhões/dia, resultado bem mais próximo da média dos meses anteriores. Já na segunda semana, contabilizados não apenas três, mas cinco dias úteis, chega-se a uma média diária ligeiramente superior a US$55 milhões/dia, resultado também mais realista.

E quanto ao volume? As projeções para as carnes suína, bovina e de frango apresentadas no quadro abaixo à direita estão aí só para constar. Porque se encontram, respectivamente, 56%, 53% e 63% acima do que foi registrado há um ano – resultados sem dúvida elevados para o momento das exportações brasileiras de carnes (primeiro trimestre, quando normalmente são registrados os menores embarques do ano).

Enfim, os números atuais tendem a sensível decréscimo nesta e nas próximas semanas. O mais provável é que apontem, ao final de março, volume correspondente a 55%-65% das projeções atuais.

Fonte: Avisite

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