Completada a segunda semana de março (4 a 10, seis dias de negócios), o frango vivo vai se aproximando do final da primeira quinzena sem apresentar qualquer reação ao período inicial do mês – normalmente, de valorização do produto, graças à chegada, ao mercado, da massa salarial

Ao contrário, a cotação vigente – no interior paulista, R$2,40/kg, valor que permanece inalterado desde 23 de fevereiro passado – está cada vez mais distante da realidade, permanecendo apenas como um referencial para aqueles produtores que criam programadamente.

Em outras palavras, os remanescentes produtores de frango verdadeiramente independentes sujeitam-se àquilo que os compradores podem oferecer, o que implica em negociações até 20 centavos inferiores ao valor referencial. Uma situação que se aplica também às integrações que, por problemas técnicos, de logística ou puramente comerciais, disponibilizam no mercado independente parte de sua produção.

Note-se, nestes casos, que os descontos obtidos pelos compradores não decorrem de pressão mas, sim, dos baixos preços e da fraca saída do frango abatido, o que impede as negociações em melhores bases.

Por sinal, a semana que passou foi marcada por relativa estabilização e até algumas baixas nos preços do frango abatido. Ou seja: a perspectiva de que ainda haja alguma reversão da situação atual em março vai ficando cada vez mais remota.

De toda forma, o dia a dia do setor vem sendo marcado por inúmeras surpresas. Quem sabe alguma positiva venha a ocorrer.

Fonte: Avisite

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