Talvez seja cedo para uma avaliação do gênero, mas em 2019 o frango – tanto o vivo como o abatido – entra na Quaresma apresentando comportamento oposto ao habitual

Por tradição religiosa, sobretudo, mas também porque nos encontramos na chamada “safra da carne”, geralmente o período é marcado por forte refluxo dos preços. Mas em 2019 vem sendo diferente. E não só com o frango, mas com as três carnes.

No caso da ave viva, a décima semana de 2019 (3 a 9 de março, seis dias de negócios) propiciou dois reajustes consecutivos de cinco centavos cada e, com eles, a ascensão à melhor remuneração obtida pelo produto desde meados de outubro do ano passado. Alcança, por ora, valor médio (pouco mais de R$3,03/kg) 3% superior ao registrado em fevereiro passado.

Já o frango abatido, embora também em alta, caminha mais moderadamente. Iniciou março com, exatamente, o mesmo preço inicial de fevereiro. Mas enquanto um mês atrás chegou ao oitavo dia do mês com uma valorização de 8% sobre o dia 1º, desta vez valorizou-se apenas 2,5%. Daí sua cotação média até aqui (R$4,40/kg) se encontrar 1,13% aquém da média alcançada no mês anterior.

A expectativa, agora, é a de que esse resultado seja revertido no decorrer desta semana. Mas como, com ela, encerra-se a primeira quinzena do mês, as perspectivas de grandes avanços se tornam menores. A menos que, como vem ocorrendo com o frango vivo, o mercado volte a surpreender o setor.

Por Avisite

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