Depois de encerrar o mês de setembro cotado a R$4,15/kg, o frango vivo negociado no interior paulista obteve um primeiro reajuste de cinco centavos já no primeiro dia de outubro.
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Seguiram-se a ele, ainda no primeiro decêndio, outros dois reajustes no mesmo valor, após o que a cotação alcançada permaneceu mais de três semanas sem alteração, frustrando os esforços dos produtores por um ajuste que tornasse a remuneração obtida mais condizente com a elevação de custos. A ocorrência de um feriadão na virada de mês rompeu essa resistência e outubro foi encerrado (dia 31) com um quarto reajuste de cinco centavos.
Em função do desempenho de outubro, a recuperação de preços iniciada de forma tímida em maio deste ano se manteve contínua pelo sexto mês consecutivo, fazendo com o frango vivo alcançasse no mês novo recorde (histórico) de preço – R$4,35/kg.
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Por seu turno, o valor médio registrado – R$4,28/kg – representou valorização de, praticamente, 5% e 30% sobre, respectivamente, as cotações vigentes no mês anterior e no mesmo mês do ano passado. Porém, igualmente importante foi o ganho de 46,5% em relação a abril, ocasião em que o setor viveu seu momento mais difícil deste ano por conta do isolamento social imposto pela pandemia e pela semiparalisação das atividades econômicas.
Ainda assim, na média dos 10 primeiros meses de 2020 os resultados são bem mais modestos, pois o preço médio alcançado entre janeiro e outubro, de R$3,52/kg, corresponde a um incremento próximo de 7,5% sobre idêntico período anterior, índice insuficiente para cobertura dos custos de produção, mais de 20% superiores aos dos mesmos 10 meses de 2019.
Além disso, notar (gráfico abaixo, à direita) que o valor médio alcançado neste ano, embora recorde na presente década, se encontra apenas 3 (três) centavos acima do valor deflacionado registrado em 2013. Mas, novamente, não é isso que pesa sobre o produto e, sim, o aumento de custo de sua principal matéria-prima, o milho.
Demonstrando, em 2013, ao preço médio nominal de R$2,47/kg, uma tonelada de frango vivo possibilitou adquirir perto de 89 sacas de milho, pouco mais de 5,3 toneladas do grão. Já neste ano, ao valor médio de R$3,52/kg, uma tonelada de frango vivo adquire não mais que 60,8 sacas de milho (cerca de 3,6 toneladas), quase um terço a menos que sete anos atrás.
Isso também significa que, frente a uma evolução de 42,5% no preço médio do frango (de R$2,47/kg nos 12 meses de 2013 para R$3,52/kg nos 10 primeiros meses de 2020), o preço do milho evoluiu mais de 100% (de R$27,86/saca em 2013 para R$57,84/saca entre janeiro e outubro de 2020), indicando ainda que para adquirir o mesmo volume de milho de sete anos atrás o produtor necessita, hoje, de um volume de frangos vivos quase 50% maior.
Por Avisite
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