Antes de continuar, queremos esclarecer uma curiosidade sobre como são coletados os dados para este tipo de análise, por isso perguntamos:
São diversos aparelhos que coletam diariamente os dados do tempo. Um meteorologista vai até a estação anotar manualmente cada dado, quatro vezes por dia, faça chuva ou faça sol. Assista abaixo como isso acontece!
Em geral, após o período seco do inverno, a chuva retorna sobre quase todo o Brasil. A irregularidade temporal e espacial da chuva é muito comum em outubro. Mas essas primeiras precipitações são muito importantes para a agricultura, pois permitem para dar início aos trabalhos de preparo do solo e plantio da nova safra de verão.
Novembro é considerado efetivamente o início do período úmido em quase todo o Brasil que se prolonga, então, pelo verão. Em anos normais, sem influência de fenômenos como El Niño ou La Niña, a climatologia de novembro nos mostra um aumento da frequência e do volume de precipitações especialmente no Sudeste, no Centro-Oeste, em quase toda a Região Norte e também no Sul do Brasil.
Mas novembro é ainda um mês de seca e de muito calor em quase toda a Região Nordeste. A chuva ganha força só em áreas do interior do centro-sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e no oeste da Bahia. No extremo norte do país, novembro também é um mês de pouca chuva para Roraima, Amapá e até no extremo norte do Pará.
O crescente aquecimento que ocorre no interior do continente sobre a América do Sul e a mudança na circulação dos ventos, em diversos níveis da atmosfera, estimula o aumento da chuva convectiva e também o início das condições para a formação da Alta da Bolívia, um importante sistema meteorológico que permite a formação e manutenção de grandes áreas de instabilidade sobre o interior do Brasil e está também relacionado com a organização da Zona de Convergência do Atlântico Sul, a ZCAS.
Outubro de 2019 foi marcadamente muito quente, mas faltou chuva em grande parte país. A cidade de São Paulo, por exemplo, teve o sexto outubro com menos chuva em 76 anos de medição pelo Instituto Nacional de Meteorologia.
A chuva ficou bastante abaixo da média em quase todo o país, apesar de termos tido alguns temporais. Mas a chuva pesada, por exemplo, em Minas Gerais, só veio mesmo nos últimos 10 dias do mês e foram temporais só em algumas áreas. Não foi chuva generalizada.
O Rio Grande do Sul foi o estado que teve chuva mais frequente e volumosa.
O estado de Mato Grosso do Sul ardeu em 40 graus por vários dias. A chuva de Brasília e e de Campo Grande ficou aproximadamente 80% abaixo da média em outubro. Quase todas as capitais brasileiras fecharam outubro com chuva abaixo ou muito abaixo da média histórica. Choveu acima, ou um dentro da média, apenas em Aracaju (SE), Recife (PE), Belém (PA), Manaus (AM), Rio Branco (AC) e em Porto Alegre (RS).
O que esperar da temperatura e das condições para chuva em novembro em dezembro de de 2019?
As mudanças na temperatura da água do mar do oceano Atlântico Sul, na costa do Sul e do Sudeste do Brasil, e da circulação dos ventos em vários níveis da atmosfera, vão facilitar a ocorrência da chuva sobre o país no decorrer do mês de novembro, de forma geral.
O meteorologista Filipe Pungirum observa que ” as pancadas de chuva vão ser mais regulares, mais frequentes no Sudeste e no Centro-Oeste também, mesmo assim, várias regiões devem terminar o mês com menos chuva do que a média normal. No Sul do Brasil, a chuva foi volumosa na primeira semana do mês, especialmente no Rio Grande do Sul, e os temporais vão continuar.
Pungirum alerta que no Nordeste, a chuva de novembro vai privilegiar áreas do oeste e sul da Bahia, sul do MA e do PI, como é normal nesta época, e que as ancadas de chuva continuam frequentes sobre o Norte do país, exceto no Amapá e e Roraima. “
Ainda segundo Filipe Pungirum, “para dezembro, em linhas gerais, a expectativa é de que a chuva ocorra com maior frequência do que em novembro e de forma mais generalizada também.”
1 – porção água quente que estava no centro do Atlântico, na altura da costa do Sudeste, está se expande para próximo da costa desta Região
Consequência: favorece a passagem das frentes frias pela costa da Região Sudeste
2 – maior aquecimento natural sobre o interior do continente, a medida que avançamos para o solstício de verão
Consequência: atmosfera mais quente facilita a formação de nuvens convectivas, que provocam temporais
3 – frente fria na costa do Sudeste associada com maior aquecimento sobre o interior do continente
Consequência: colaboram para o aumento das áreas de instabilidade sobre a Região Norte do Brasil
4- maior instabilidade sobre a Região Norte do Brasil e atmosfera mais quente
Consequência: estimulam a organização do corredor de ar úmido do Norte para o Centro-Oeste e o Sudeste do Brasil
5 – maior atividade convectiva no interior da América do Sul e maior aquecimento geram o desenvolvimento da Alta da Bolívia e do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN). Consequência: aumento da formação e da manutenção das áreas de chuva sobre o interior do Brasil; geram a organização da ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) para o próximo verão
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