Mercado do milho recua 5,03% na semana e segue pressionado por fatores internos e externos
O mercado brasileiro de milho registrou uma nova desvalorização na última semana, refletindo o impacto direto das condições climáticas favoráveis sobre o desenvolvimento das lavouras. De acordo com os dados da Bolsa de Valores do Brasil (B3), o preço médio do contrato vigente do cereal entre os dias 24 e 28 de março ficou em R$ 77,76 por saca de 60 kg. O valor representa uma retração de 5,03% em relação à semana anterior, sinalizando um cenário de maior oferta e pressão sobre as cotações.
A recente queda nos preços pode ser atribuída principalmente ao avanço das lavouras impulsionado pelo clima estável, permitindo um bom desenvolvimento da safra. Com o aumento da oferta interna, os compradores têm encontrado um cenário mais confortável para negociações, reduzindo a necessidade de pagar prêmios elevados pelo grão. No entanto, ao analisar a trajetória dos preços no comparativo anual, percebe-se que a cotação do milho na B3 ainda acumula uma alta de 22,43% em relação ao mesmo período do ano passado.
Apesar da queda recente, o preço do milho segue elevado no comparativo anual devido à menor disponibilidade do grão no mercado interno. A safra 2022/23 registrou uma redução na produção, impactando diretamente os estoques e elevando os preços ao longo dos últimos meses. Essa menor oferta no mercado doméstico tem garantido sustentação às cotações, mesmo diante das oscilações semanais.
Para a próxima semana, o mercado estará atento a fatores externos que podem influenciar a precificação do milho. Um dos destaques é a aguardada divulgação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que deve trazer informações sobre a área plantada com milho na safra 2025/26. Caso os números indiquem um aumento significativo na área cultivada, os preços internacionais podem sofrer ajustes, refletindo no mercado brasileiro.
Além disso, a oferta interna seguirá sendo um fator determinante para a formação dos preços no curto prazo. A evolução da colheita e a comercialização do milho no Brasil serão essenciais para definir a direção das cotações nas próximas semanas. Com a aproximação do período de colheita da segunda safra, tradicionalmente conhecida como “safrinha”, a tendência é de que o volume disponível no mercado aumente, podendo exercer uma pressão adicional sobre os preços.
Dessa forma, produtores e agentes do mercado devem manter atenção redobrada aos fatores climáticos, às movimentações internacionais e às políticas agrícolas, elementos que seguem como protagonistas na definição do rumo das cotações do milho no Brasil. Clique aqui e acompanhe diariamente o mercado financeiro.
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