A boa distribuição das chuvas de janeiro a maio contribuíu para a safra recorde de milho que está sendo colhida em Mato Grosso. A análise das precipitações no período está no Boletim Meteorológico nº 3, publicado pela Embrapa Agrossilvipastoril

 

De acordo com a publicação, entre os meses de janeiro e abril as chuvas foram bem distribuídas em praticamente todo o estado, o que foi suficiente para o bom desenvolvimento das lavouras de milho 2ª safra. Apenas nas regiões sul e oeste houve um volume maior de precipitação em fevereiro, porém isso não chegou a afetar a semeadura e o crescimento das plantas.

A redução das chuvas em junho e julho, no entanto, não chegou a atrapalhar as lavouras que já estavam em fase de maturação e colheita.

O documento cita ainda que no segundo decêndio de maio as chuvas ficam acima da média e chegaram a provocar avarias pontuais em grãos colhidos, mas nada que tenha afetado a produtividade do estado.

De acordo com os dados da estação meteorológica da Embrapa Agrossilvipastoril, localizada em Sinop (MT), o volume total de chuvas no período, de 1.016,8 mm, ficou na média dos três anos anteriores, quando a estação começou a funcionar. Porém, as chuvas foram melhor distribuídas nos decêndios e nos meses em 2017. Essa melhor distribuição resultou na manutenção por mais tempo de um patamar elevado de água armazenada no solo.

A estimativa de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que Mato Grosso está colhendo uma safra recorde de milho. Espera-se produzir 26,56 milhões de toneladas do cereal, um volume 76,2% superior às 15,07 milhões de toneladas registradas na safra 2015/2016.

Boletins Agrometeorológicos

Essa foi a primeira safra em que pesquisadores da Embrapa produziram regularmente boletins de análise sobre as chuvas no estado. Foram três publicações, uma em novembro, no período de semeadura da soja, outro em fevereiro, na colheita da 1ª safra e plantio da 2ª safra, e este terceiro ao fim do ciclo.

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Elaborados com base em dados Agritempo), Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE), do Instituto Nacional de Meteorologia(Inmet) e da estação meteorológica da Embrapa Agrossilvipastoril, os boletins buscam dar subsídios para produtores e agentes financiadores com informações técnicas sobre o comportamento das chuvas durante a safra

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