O gráfico abaixo foi elaborado tendo por base, de um lado, a população brasileira projetada pelo IBGE para os exercícios de 2017 e 2018 (respectivamente, 207.660.929 e 209.186.802 habitantes) e, de outro lado, a disponibilidade per capita de carne de frango projetada pela APINCO

Dele resultou a disponibilidade per capita mensal do produto, aqui apresentada em seu equivalente anual.

Analisados os últimos 15 meses (janeiro de 2017 a março de 2018), constata-se que o mais recente pico de oferta do produto (48,7 kg per capita) foi registrado em fevereiro passado e correspondeu ao mesmo volume disponibilizado 15 meses antes, no início do período em foco.

Por sua vez, os menores volumes (menos de 42 kg per capita) foram registrados no bimestre agosto-setembro de 2017. Entre os volumes máximos e mínimos, uma variação de 16,5% – índice sem dúvida expressivo em se tratando da disponibilidade per capita de um alimento. Mais do que isso, capaz de causar alterações profundas no mercado.

Pois isso foi observado nos primeiros meses deste ano e se agravou na passagem do primeiro para o segundo trimestre com os problemas que afetaram as exportações. E não é difícil descobrir por que: a oferta do período correspondeu ao maior volume dos últimos cinco trimestres.

Em outras palavras, a média registrada no primeiro trimestre de 2018 – correspondente a uma disponibilidade anual de 47,760 kg per capita – superou não só (em 1,68%) o que foi disponibilizado no mesmo trimestre de 2017, como foi 4,29% superior ao apontado para o quarto trimestre do ano passado, tradicionalmente o período de maior consumo de cada exercício.

Alguém poderia objetar, neste caso, que isso só ocorreu porque as exportações do 1º trimestre de 2018 apresentaram recuo anual superior a 5%. A realidade, porém, é que, ainda que se exportasse o mesmo volume do trimestre inicial de 2017 (quando foi registrado o segundo melhor resultado trimestral do ano que passou), a disponibilidade interna nos três primeiros meses deste ano estaria acima dos 46,5 kg per capita, ou seja, só ficaria aquém do que foi registrado um ano antes, no primeiro trimestre de 2017.

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