Responsáveis por fazer girar boa parte da economia que nada tem a ver com o automobilismo, o frete rodoviário pode sofrer uma revolução ao transformar sua frota atual para outra leve, ágil e de baixas emissões.
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Em entrevista ao site Clean Energy Wire, o engenheiro e pesquisador Auke Hoekstra, da Universidade de Eindhoven, acredita ser “uma suposição boba de que os motores de combustão vieram para ficar”; segundo ele, a troca do combustível tradicional pelos chamados e-fuels (um combustível condensado de alta energia) não oferece vantagem, porque o desempenho dos caminhões ainda fica muito abaixo dos elétricos com baterias.
A autonomia aparentemente conta pontos a favor para os motores a combustão. Mas um estudo de caso holandês mostrou que, no país, 80% da frota percorrem 750 quilômetros por dia (o Tesla Semi, caminhão desenhado do zero para ser elétrico, deverá alcançar autonomia de até mil quilômetros), ou seja, dispensam um segundo motorista e as horas extras envolvidas.
Segundo Hoekstra, a maior parte dos caminhões passa a noite em centros de distribuição – o momento certo para recarregar baterias. Seriam necessárias poucas, mas grandes mudanças estruturais, como postos de recarga e renovação da frota.
A troca de caminhões a combustível fóssil por veículos elétricos também diminuiria o peso dos veículos (vantajoso no transporte de cargas); segundo o pesquisador, o ganho seria de três toneladas, com o uso de uma engenharia mais simples até do que aquela empregada em veículos com células de combustível à base de hidrogênio.
“Caminhões a hidrogênio, ao serem produzidos em massa, podem se tornar um pouco mais baratos do que aqueles a bateria. Porém, continuarão muito mais caros para operar: ao produzir hidrogênio a partir da eletricidade, perdemos metade da energia no processo”, diz Eindhoven.
Fonte: Tecmundo
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