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Boletim de P&D apresenta estudo sobre composição de proteínas em clones de ora-pro-nóbis

“Estudo Comparativo da Composição Proteica e do Perfil de Aminoácidos em Cinco Clones de Ora-Pro-Nóbis” é o mais novo título da Série Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento que, a exemplo dos Comunicados Técnicos, Circulares Técnicas e Série Documentos, apresenta resultados de trabalhos de P&D desenvolvidos pela Embrapa Hortaliças (Brasília-DF).  

Disponível para download, o trabalho dos pesquisadores Neide Botrel, Nuno Madeira, Geovani Amaro e Raphael Melo, que contou com a participação do pesquisador Ronoel Godoy, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), teve como objetivo quantificar o teor e o perfil de aminoácidos de cinco clones de ora-pro-nóbis, selecionados a partir da coleção conservada no Banco Ativo de Germoplasma (BAG) de Hortaliças Não Convencionais (PANC), em 2018.  

Pertencente ao grupo dessas espécies vegetais, a ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) já contava com estudos realizados na década de 70, que apontavam o teor proteico presente na espécie, acima de 20% na matéria seca. Diante da importância da proteína no organismo humano, e da necessidade de se identificar novas fontes vegetais desse nutriente, e tendo em vista as características do gênero Pereskia relacionadas a esse quesito, o trabalho mirou esse objetivo – verificar o teor de proteína e a separação dos aminoácidos em clones de ora-pro-nóbis.

Escolha

O desconhecimento relacionado do potencial alimentício e nutritivo de plantas alimentícias não convencionais, tanto por parte da população em geral como no meio científico, é apresentado no estudo como justificativa para o trabalho. No caso da escolha pela ora-pro-nóbis, a explicação gira em torno tanto pelas suas características agronômicas relevantes, quanto pela lacuna existente sobre o papel das PANC, em geral, para a segurança alimentar e também nutricional. 

De acordo com seus autores, a ora-pro-nóbis constitui uma boa fonte de proteína, com uma composição de aminoácidos relevante do ponto de vista nutricional. “Provavelmente em função da ampla variabilidade genética existente dentro da espécie, foi observada variação expressiva nos teores de proteína e no perfil de aminoácidos essenciais e não essenciais entre os clones dessa pesquisa”.

 

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