A previsão de produção do grão foi reduzida para 40 milhões de toneladas. A soja de segunda safra ocupa neste ano 4,2 milhões de hectares.

Bolsa de Comércio de Rosario reduziu nesta quinta-feira, 15, a sua previsão de produção de soja da Argentina em 2017/18 para 40 milhões de toneladas. Até fevereiro, a expectativa era de 46,5 milhões de toneladas. “A umidade permaneceu insuficiente nos solos, de modo que a soja de primeira safra continuou a formar vagens e encher grãos nas piores condições”, relatou.

A bolsa acrescentou que a ininterrupta falta de água que caracterizou o verão causaria prejuízo em 1 milhão de hectares de soja, a maioria em segunda safra, plantada após a colheita de trigo. Segundo a bolsa, por causa do crescimento da área de trigo, a soja de segunda safra ocupa neste ano 4,2 milhões de hectares, 23% da área dedicada à oleaginosa na Argentina.

A entidade informou, ainda, que as quedas estimadas para os rendimentos de soja nas últimas três semanas são graves em Entre Rios, Córdoba, Santa Fé e Buenos Aires. A bolsa destacou, contudo, que o norte do país pode ter resultados positivos. “Há boas chances de que as chuvas cheguem nos próximos dias às zonas produtoras de Chaco e Santiago del Estero. As chuvas poderiam deixar acumulados que superem os 70 a 80 mm nos próximos três dias”, disse. “Dessa maneira, chegariam em um momento crucial para a soja.” A região central também tem boas chances de chuvas generalizadas em torno de 20 a 30 mm, mas elas chegam demasiado tarde para ter efeito positivo sobre a safra, segundo a bolsa.

A bolsa relatou que a seca que continua em curso foi mais grave do que a ocorrida durante a temporada 2008/09. “Não só foi maior o número de dias em que a seca persistiu durante o desenvolvimento das culturas, mas também a cobertura foi maior. Em 2008/2009, a seca atingiu uma boa parte da província de Buenos Aires e La Pampa, mas desta vez expandiu-se para incluir praticamente toda a região pampeana.”

Quanto ao milho, a bolsa também reduziu a previsão de produção argentina de 35 milhões para 32 milhões de toneladas, citando que os maiores danos causados por adversidades climáticas se encontram em Entre Rios, Córdoba, Santa Fé e Buenos Aires.

A bolsa indicou que os trabalhos de colheita começaram com maior velocidade do que no ano passado e já superam 8% da área nacional, quando em março de 2017 só 2% da safra tinha sido colhida.

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