Aprosoja participa de discussão sobre segurança na navegação do Arco Norte

A navegação no Arco Norte esteve em pauta em dois eventos realizados nesta semana em Belém, no Pará. A região compreende portos ou estações de transbordos de carga (ETCs) dos estados de Rondônia, Amazonas, Pará, Amapá e Maranhão, e é vista como fundamental para parte do escoamento dos grãos de Mato Grosso.

Um dos eventos, na segunda-feira (12), foi o seminário sobre segurança na navegação do Arco Norte. Em pauta, os estudos que estão sendo realizados em uma parte do Rio Amazonas chamada de Barra Norte e também a possiblidade de início de estudos na Barra Sul.

“Os assuntos nos interessam porque hoje existe uma limitação de navegação no Rio Amazonas para navios de até 53 mil toneladas. Isso se deve ao calado* na Barra Norte, de 11,5 metros. Os estudos são exatamente para avaliar o aprofundamento desse calado. No caso da Barra Sul, que ainda não é homologado pela Marinha, existe uma possibilidade de aumentar os tamanhos dos navios e isso seria fundamental para o escoamento da safra”, explica o consultor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira.

No caso das barras Norte e Sul, o impacto será nos portos de Itacoatiara (Amazonas), Santarém (Pará) e Santana (Amapá).

Outro tema abordado foi o Canal do Quiriri, que diz respeito ao trecho de Vila do Conde a Outeiro, no Pará. No caso do Canal, é homologado 13,35 metros e objetivo é chegar a 14 metros.

De acordo com diretor executivo do Movimento Pró-Logística, a cada 30 centímetros de calado aumentado, aumenta-se também 2 mil toneladas de capacidade do navio. “Que reflete diretamente em um maior volume de grãos exportados”, completa Ferreira.

Câmara Temática – Também no Pará, na terça-feira (13), Edeon Vaz Ferreira participou da Câmara Temática de Logística de Transporte Pará 2030.

“O objetivo da Câmara é avaliar e definir políticas públicas para a infraestrutura de logística de transporte no estado do Pará, levando em consideração o crescimento da produção até 2030. Como Mato Grosso utiliza toda a estrutura portuária paraense, fomos chamados”, explica.

Fonte: AgroLink

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Vicente Delgado

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