A Associação de Produtores de Leite (Aproleite),  o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT) e o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgaram, nesta terça-feira (06.03), o Diagnóstico das Ações Relacionadas à Cadeia da Pecuária Leiteira de Mato Grosso

De acordo com o superintendente do Imea, Daniel Latorraca, o objetivo do projeto foi mapear as ações de apoio e fomento à cadeia produtiva da bovinocultura de leite no Estado. Também foram identificadas as instituições que estão realizando trabalhos semelhantes, as novas demandas e as propostas de coordenação das ações para a cadeia produtiva do leite.

O superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT), Otávio Celidonio, acrescenta que este diagnóstico ajuda a entender o que cada um está fazendo na cadeia produtiva da pecuária de leite.  “Diante disso fica mais fácil verificar as dificuldades e as necessidades de cada elo da cadeia produtiva. Este trabalho é uma maneira de nos conhecermos melhor. Mas é importante ressaltar que estamos somente começando e temos que contar com a colaboração de todos para dar andamento neste trabalho”.

O  presidente da Aproleite, Valdécio Rezende Fernandes, destacou que diante do documento ficou mais fácil identificar as diversas formas de implementar a produção de leite em Mato Grosso. “Um dos grandes desafios é conscientizar os produtores que eles necessitam de assistência técnica. E é claro que além deste, temos várias outras dificuldades”.

Fernandes chama a atenção para a transformação que aconteceu na região de Pontes e Lacerda, onde o SENAR-MT e parceiros implantaram o SENAR TEC Leite, projeto que leva assistência técnica para mais de 100 produtores de leite. “A partir do momento que o produtor de leite começou a ser orientado tudo mudou em sua propriedade. Precisamos de assistência técnica para todo o Mato Grosso”.

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O diagnóstico também foi entregue para o superintendente de Agricultura Familiar da Secretaria de Agricultura (SEAF), George Lima, que representou o secretário de Agricultura Suelme Fernandes. Ele elogiou o trabalho realizado e destacou a importância da união de todos para desenvolver a cadeia produtiva do leite em Mato Grosso.

DIAGNÓSTICO – O gestor técnico do Imea, Paulo Ozaki conta que ao todo foram três meses de trabalho intenso para uma equipe de mais de 15 pessoas. “Fizemos mais de 200 contatos em 53 municípios mato-grossenses. Também conversamos com cerca de 70 órgãos de abrangência regional, estadual, nacional e internacional”.

Das 136 entidades contatadas, pelo menos 78 delas têm algum tipo de programa de incentivo. O Diagnóstico revelou ainda que existe 129 programas voltados para a cadeia produtiva do leite.  O documento mostra ainda dados da área técnica, incluindo manejo, sanidade, nutrição, pesquisa e bem-estar animal. Crédito Rural também foi outro assunto abordado no diagnóstico da pecuária de leite. Além dos dados, o documento ainda mostra algumas propostas para atender as necessidades e dificuldades enfrentadas pelos produtores de leite.

Por Famato

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