O grupo mundial das cinco maiores nações produtores de carne anunciou a inclusão do Brasil como novo membro nesta quinta-feira (22), durante a Conferência anual da Five Nation Beef Alliance (FNBA), em Mazatlán, no México. O Paraguai também foi outro representante da América do Sul incluído. A Aliança passa a ser composta por Canadá, México, Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Brasil e Paraguai, que juntos representam 50% da produção e 75% das exportações mundiais de carne bovina.
A FNBA atua estrategicamente nas negociações entre países e na eliminação de barreiras comerciais meramente políticas e que não tenham cunho científico.
Atuando como membro observador desde 2014, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) será a representante do Brasil na Aliança. Uma das ações estratégicas da associação foi o convite à Associação Nacional dos Confinadores (Assocon).
Para o diretor secretário da Acrimat, Francisco Manzi, a adesão é uma conquista para a pecuária nacional e em especial para a mato-grossense, já que a associação participa do processo. “Teremos uma posição mais forte perante o mercado internacional. Conquistamos parceiros, produtores que têm as mesmas dores, mesmas dificuldades, mesmos problemas e que agora podem sentar juntos e encontrar soluções que sejam globais”, afirmou.
Segundo a Acrimat, a importância da participação do Brasil é também uma possibilidade de influenciar nas negociações internacionais como o Acordo Transpacífico (TPP), combater barreiras sanitárias e comerciais além de coordenar atuação nos fóruns de referência internacional como CODEX, OIE e comitê SPS/OMC.
Para o diretor institucional da Assocon, Márcio Caparroz, a oportunidade é estratégica. “É extremamente valioso para nossas negociações internacionais, para ajudar no combate sobre as barreiras sanitárias. Também para aprender com as outras associações parceiras como eles integram suas cadeias e geram negócios para os produtores”, comentou.
Scott Champion CEO’s da Associação de Produtores de Bovinos e Cordeiro da Nova Zelândia (Beef and Lamb New Zeeland), anfitrião da próxima conferência, destaca que, além de representar a América do Sul, o Brasil está alinhado com as diretrizes da FNBA.
“Há duas novas nações da América do Sul juntando-se a nós hoje, uma delas é o Brasil, que realmente capturou a razão das ações da Aliança. As nações exportadoras estão compartilhando ideias, problemas e soluções, tentando encontrar maneiras de abordar todos os aspectos globais do setor, e é sobre isso que é a Aliança Mundial”, disse Scott.

(Fonte: G1)

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