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ABRALEITE reforça pedido de suspensão temporária das importações de lácteos

Além de esclarecer a real necessidade e urgência na suspensão temporária das importações “predatórias” de lácteos provenientes do Mercosul, a ABRALEITE solicitou medida emergencial de controle do abastecimento dos principais insumos (milho e soja), devido ao descontrole por falta de estratégias para estoque mínimo do abastecimento interno, ocasionando valores elevados, inviabilizando a pecuária leiteira nacional.

Em reunião oficial nesta terça-feira (1º), o presidente da ABRALEITE, Geraldo Borges, reforçou junto a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina e a Diretoria atual e a recém eleita da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), pedido de intervenção sobre as importações de lácteos vindas do Mercosul. Este é um pedido feito ao governo federal desde outubro deste ano e publicado em Nota Oficial da entidade (06/11/2020 – Clique aqui para ver a Nota Oficial ABRALEITE).

Apoiado pelo atual presidente da FPA, Alceu Moreira e pelo presidente eleito para o próximo biênio, Sergio Souza e por toda FPA, Geraldo também comentou a necessidade de ações para médio e longo prazo, como exportação de lácteos do bloco Sul Americano para outros continentes que já vem sendo estudado pela ministra e equipe.

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Nosso intuito é de alertar sobre o grave desequilíbrio causado à produção de leite nacional, decorrente das significativas importações de produtos lácteos praticadas nestes últimos meses. O momento é extremamente delicado, com aumento generalizado de custos dos principais insumos utilizados, especialmente os alimentos concentrados, em um mercado inteiramente doméstico, que não conta com o hedge natural das cadeias exportadoras de proteína animal. Este é mais motivo real para o desestímulo nesta importante cadeia alimentar brasileira.”, esclarece Borges.

Sobre a eleição da Frente Parlamentar da Agropecuária

O deputado paranaense Sergio Souza (MDB) foi eleito, nesta terça-feira, 1º de dezembro, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. O federal do Paraná ocupava a vice-presidência da FPA há dois anos. Para Sergio Souza, os principais desafios da bancada estão relacionados com a modernização da legislação que impulsione o Agronegócio, além de iniciativas que contribuam para desmistificar uma má imagem do segmento dentro e fora do país, e ações que deem segurança jurídica às atividades dessa cadeia produtiva.

É necessário que a população saiba a importância do Agro no Brasil, não só para o país, mas também para o planeta”, declarou, ressaltando que o Brasil, atualmente, ocupa posição de destaque no cenário internacional como um dos maiores produtores de alimentos.

Sergio Souza vai suceder o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS) na presidência da FPA. Além dos parlamentares e representantes de instituições que atuam na defesa das demandas do Agro, quem também prestigiou a eleição da nova diretoria foi a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Ela ocupou o cargo de presidente da FPA em 2018. No discurso, a ministra enalteceu o trabalho desenvolvido por seu sucessor, Alceu Moreira, e se colocou à disposição do novo presidente para, juntos, “buscarem soluções para vencer os desafios existentes e os que estão por vir”.

Por: Vicente Delgado – AGRONEWS BRASIL, com informações da ABRALEITE e FPA.

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