Tema foi debatido durante palestra do consultor Felipe Kleiman, na Tecnocarne, em São Paulo

Segmento que movimentou US$ 68 milhões em exportações, em 2016, e com boas perspectivas de expansão, a carne Kosher foi tema de debate na Tecnocarne, um dos mais prestigiados eventos da indústria da carne, realizado em São Paulo, na segunda semana de agosto. O consultor e especialista em abate Kosher, Felipe Kleiman, falou dos conceitos técnicos e teóricos que envolvem esse abate, que segue padrões de leis judaicas. Além disso, destacou os desafios dos frigoríficos brasileiros para atender a nova normativa de Israel, que deve entrar em vigor em meados de 2018.

Pelas novas normas, os frigoríficos terão de passar por importantes adequações para exportar carne Kosher para o Israel. “Estamos notando aumento da demanda por produtos de alto valor agregado, o que cria excelentes oportunidades para as indústrias que investem no abate Kosher. O mesmo pode ser dito em relação ao bem-estar animal, foco da nova normativa de Israel. Uma das exigências é a instalação de box rotativo nas plantas, para evitar contusões, minimizar o estresse e proporcionar rápida insensibilização do animal”, afirma o consultor Felipe Kleiman.

O especialista em abate Kosher assinalou que a indústria precisa se preparar para enfrentar a esperada queda da capacidade de abate com o uso do box rotativo. “Paralelamente ao bem-estar proporcionado aos animais, o box rotativo deve, sim, reduzir o ritmo de abate por hora. Entretanto,é possível estudar a instalação de dois boxes nos frigoríficos, resultando em maior produtividade. O mais importante é que a exigência deverá ser cumprida, mas é grande o potencial do mercado de Israel para a carne bovina Kosher”, explica Kleiman, lembrando que o Brasil já chegou a exportar US$ 140 milhões/ano para aquele país.

Por Agronews

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